Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Vê na minha poesia

banhada em sensibilidade,
que enxerga por traz das paredes,
sempre a minha solidão.
isolada
num canteiro misto de cores
e palavras

Vê na minha poesia
o caos de uma existência.
a luta armada
entre razão e emoção,
entre o tudo e o nada

Vê na minha poesia
que tão grande é,
e quanto maior o mundo,
maior o abismo
e o choque

Vê na minha poesia
o cheiro da inquietação
esteticamente feio
crítico, prepotente.
o grito silencioso
das palavras.
ensurdecedor.

Vê a minha poesia
lê a minha poesia
sente a minha poesia
uma transpiração
transposição.
O mundo
- o meu mundo -
virando arte.

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