Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 4 de março de 2014

Soneto da saudade

Toda alma lavada cospe leveza
Flutua por ares alheios
Tomada de saudade, esvai-se a pureza
E soma devaneios

E na frieza de um dia nublado
Junto a ausência da razão
A falsa paz afaga o ser preocupado
E dá calma ao coração

Embriagando-se pela calmaria
suspirando amores mentirosos
Esperando a melhoria

Aguardar a chuva passar
Quando a saudade partir
E a dor cicatrizar.

Um comentário:

  1. - uma forma feminina e juvenil a aproxima de augusto dos anjos...

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