Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Nota de Repúdio... A Ela.


Ela: no maiúsculo, porque ser Ela é ser grande. Não é pouca, é muita. Ela me fez amar por instantes, odiando qualquer menção de tempo. Eu sabia das relações entre Eu e Ela. O eu: Amor. O Ela: Paixão. Eu queria editar nossos silêncios, transformar o nada em tudo, mas fui falho por alguns segundos e me negava a aceitar que eram só Momentos. Não queria compreender as verdades. Acreditava que alguma divindade, veterano, ser, ou apenas uma energia, teria dó de mim e da minha condição.

Ela caiu. No abismo do seu ser. Ela que tanto repudio, por ser tão perfeita dentre as criaturas que já esbarrei, que agora não me permito apegar a alguém que não tenha um por cento de seus trejeitos, até os defeitos submersas as qualidades. Tocou, sem querer, no apogeu da minha poesia, no sublime das minhas emoções. Por um instante, eu quase fui Ela, compartilhando dos mesmos sonhos, que eram perfeitos pra mim, do mesmo sorriso, das mesmas besteiras. Ela que tanto pedi, que tanto vivi... E agora que tanto quero.
Ela que me enforcou em meio as suas teias, impossibilitando-me de sair, embora não quisesse. Eu sentia, ao invés de viver, porque a vida passa rápido quando se sente, enquanto não estamos preocupados com o verbo. Por Ela que subi morros e montanhas. Cada vez mais alto, esperei ela subir também, por mim. E caí.
Ela que fez o meu tempo parar, pois não haverá outros momentos que tatuará estas emoções no coração. Não vai refletir, não vai eternizar. E nada me parece tão grande para fazer esquecer. Eu não quero esquecer.

Ela que foi um tropeço, um borrão. Foi intensa, foi efêmera. Ela foi.

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