Aqui, lê-se, drama e doçura.

Escrevo meus porquês, sem poréns e sem vírgulas.
Meu mundo é perigoso e opcional.
Sou liberta de correntes.
Vivo.

Deixo ser
Deixo estar
Deixo a vida passar
- Observo enquanto escrevo.
Transformo vivência em palavras
e -
Deixo as palavras invadirem o espaço.

Vendo a vida passar; e escrevendo entre aspas.
(Aqui, lê-se, drama e doçura.)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Não me encontro em nenhuma vírgula

Tenho achado em mim, flores que brotam na pele
reconhecendo o lirismo das estações
que trocam de roupa a cada mudança.

Eu sou o estar
porque o estar é um pedaço do ser
e o ser é uma estação do eu.
(Sou um pouco de inexistência
A personificação de palavras inquietas
que buscam a saída.
Nessa busca inconstante, encontro cacos partidos
de inúmeros eus, no interior do espírito
que transformam um suspiro no sopro da alma.
O sopro que varre a sujeira
e expulsa as partículas do nada
abolindo todo o vazio do eu
- o eu que sou, sem subjeções
o eu que fui, sem interjeições.)

Sou quase nada
Um monte de pensamentos taciturnos
que morrem sempre pela manhã
trancadas em ilusões de sonhos impossíveis
que nascem durante minhas insônias.

O eu que É, perde-se
num redemoinho que já foi sopro
e do nada que hoje é tudo

Sou a existência dos fatos, o limiar das emoções, o aborrecimento da razão e um pouco de paradoxo.

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